Foto de José Rasquinho
A Fonte de Aldeia Rica, deslocada, em 1994, por motivos de segurança rodoviária para a outra lado da estrada e alguns metros mais acima, tem um primoroso baixo-relevo figurativo, em mármore de Estremoz, cuja simbologia e origem, reputados historiadores, não têm conseguido fundamentar de forma a se estabelecer alguma concordância.
O conjunto esculpido tem como elementos figurativos medalhões, pombas. anjos e cordeiros, que tanto podem simbolizar o Santíssimo como São João Baptista, como ainda elementos de adoração pagã.
Mantendo-se como referência documental, as acusações, já citadas anteriormente, a Agostinho Machado de Faria, verifica-se que a construção da Fonte de Oleiros faz parte do libelo acusatório :"(...) Passou a fazer o d.to ministro (Agostinho Machado de Faria) treceyro xafariz, que mandou estabelecer de novo emediato a Aldeya Rica, fazendo conduzir p. a o mesmo a agoa, que mandou encanar desde o cítio de Val de Rios ... tudo com opressão e trabalhos dos pobres a quem nunca pagou ... "Prosseguindo na leitura da acusação, no sentido de se achar alguma pista esclarecedora do enigma supra, detecta-se a determinada altura uma, referência ténue que nos indica um provável caminho : "... mandou extrair dos Paços da Extinta Caza de Aveiro pedraria de marmore, lagedos e porttais de pedra jaspe ... isto pr'a obras que não tinham a provisão Real .
Como se verifica, não é mencionado a ornamentação deste "xafariz" , mas sim o "crime" de - provavelmente - o terem mandado construir "com pedraria de mármore, lagedos ...
Joaquim Rasteiro, em 1897 , classificou o baixo-relevo da fonte, como "... uma antiguidade a que não se pode marcar origem conhecida mas que deve ter sido trazida para o local em fins do século XVIII ..." .
Referiu, também, a existência de uma outra pedra igual que estaria colocada sobre o portão numa quinta em Alferrar, perto de Setúbal, que pertenceu ao Visconde de Montalvão. E acrescenta:
- " ... que nenhuma delas foi feita de propósito para os lugares que ocupavam mas aproveitadas para ornamentá-los ..." Uma pedra idêntica - (a terceira) é identificada por Rafael Monteiro, em 1955, na Quinta da Aiana de Baixo, próximo de Sesimbra .
Entretanto, em 1977, um baixo-relevo, muito provavelmente o que Joaquim Rasteiro tinha identificado na quinta do Visconde de Montalvão, foi detectado pelo investigador Faria Monteiro, na colecção do Banqueiro Jorge de Brito, o qual o tinha comprado a um antiquário, que por sua vez, o tinha adquirido a um descendente do citado visconde.
Texto de Joaquim Oliveira (Fonte internet)
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Azeitão
Foto de José Rasquinho
A Fonte de Aldeia Rica, deslocada, em 1994, por motivos de segurança rodoviária para a outra lado da estrada e alguns metros mais acima, tem um primoroso baixo-relevo figurativo, em mármore de Estremoz, cuja simbologia e origem, reputados historiadores, não têm conseguido fundamentar de forma a se estabelecer alguma concordância.
O conjunto esculpido tem como elementos figurativos medalhões, pombas. anjos e cordeiros, que tanto podem simbolizar o Santíssimo como São João Baptista, como ainda elementos de adoração pagã.
Mantendo-se como referência documental, as acusações, já citadas anteriormente, a Agostinho Machado de Faria, verifica-se que a construção da Fonte de Oleiros faz parte do libelo acusatório :"(...) Passou a fazer o d.to ministro (Agostinho Machado de Faria) treceyro xafariz, que mandou estabelecer de novo emediato a Aldeya Rica, fazendo conduzir p. a o mesmo a agoa, que mandou encanar desde o cítio de Val de Rios ... tudo com opressão e trabalhos dos pobres a quem nunca pagou ... "Prosseguindo na leitura da acusação, no sentido de se achar alguma pista esclarecedora do enigma supra, detecta-se a determinada altura uma, referência ténue que nos indica um provável caminho : "... mandou extrair dos Paços da Extinta Caza de Aveiro pedraria de marmore, lagedos e porttais de pedra jaspe ... isto pr'a obras que não tinham a provisão Real .
Como se verifica, não é mencionado a ornamentação deste "xafariz" , mas sim o "crime" de - provavelmente - o terem mandado construir "com pedraria de mármore, lagedos ...
Joaquim Rasteiro, em 1897 , classificou o baixo-relevo da fonte, como "... uma antiguidade a que não se pode marcar origem conhecida mas que deve ter sido trazida para o local em fins do século XVIII ..." .
Referiu, também, a existência de uma outra pedra igual que estaria colocada sobre o portão numa quinta em Alferrar, perto de Setúbal, que pertenceu ao Visconde de Montalvão. E acrescenta:
- " ... que nenhuma delas foi feita de propósito para os lugares que ocupavam mas aproveitadas para ornamentá-los ..." Uma pedra idêntica - (a terceira) é identificada por Rafael Monteiro, em 1955, na Quinta da Aiana de Baixo, próximo de Sesimbra .
Entretanto, em 1977, um baixo-relevo, muito provavelmente o que Joaquim Rasteiro tinha identificado na quinta do Visconde de Montalvão, foi detectado pelo investigador Faria Monteiro, na colecção do Banqueiro Jorge de Brito, o qual o tinha comprado a um antiquário, que por sua vez, o tinha adquirido a um descendente do citado visconde.
Texto de Joaquim Oliveira (Fonte internet)
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Queluz
terça-feira, 13 de maio de 2008
Sintra
Foto de Nuno de Sousa
Fonte Mourisca
Situada primitivamente no extremo da Volta do Duche, muito perto da Vila Velha, esta fonte foi desmontada e conservada em 1960, quando se procedeu às obras da estrada, e reposta em 1982, por iniciativa do Município, a meio da Volta do Duche. É uma grande e curiosa fonte de estilo revivalista, dentro de uma tradição neo-mourisca. Seu autor foi, em 1922, o mestre escultor sintrense José da Fonseca.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Sintra
Foto de Gonçalo Almeida
Fonte da Regaleira (na ausência de um texto sobre esta fonte, falo sobre o monumento em que se situa - Quinta da Regaleira).
As origens da quinta hoje denominada da Regaleira, então conhecida por quinta da Torre, parecem remontar ao ano de 1697, quando José Leite adquiriu uma vasta porção de terra situada nos limites da vila de Sintra. Em 1715, a propriedade é colocada em hasta pública e adquirida por Francisco Alberto Guimarães de Castro, que logo mandou realizar obras destinadas a abastecer uma mina da quinta com água canalizada da serra de Sintra. Em 1800 a quinta passa para a posse de João António Lopes Fernando, e trinta anos mais tarde para Manuel Bernardo, sendo então denominada Quinta da Regaleira. Pouco depois, em 1840, foi adquirida pela filha de Allen, um rico comerciante de vinho do porto, tendo esta recebido posteriormente o título de Baronesa da Regaleira.A maior parte das construções hoje existentes devem-se porém a António Augusto Carvalho Monteiro, proprietário a partir de 1892, homem de vasta cultura e riqueza. Os símbolos nacionalistas que encontramos na Regaleira, bem como o gosto revivalista no qual tão bem se inserem, resultam da conjugação do seu gosto e sensibilidade com o projecto do arquitecto e cenógrafo Luigi Manini (autor dos edifícios do palácio do Buçaco, do teatro de São Carlos em Lisboa, e do teatro La Scala em Milão, entre outros). As obras decorreram entre 1904 e 1910, tendo Carvalho Monteiro morrido em 1921. A propriedade passou então para os herdeiros, nomeadamente para a posse de Pedro Monteiro, tendo sido vendida em 1945; os projectos então existentes para a quinta passavam pela adaptação a hotel, nunca efectuada, até que a Câmara Municipal de Sintra a adquiriu, resultando daqui o seu restauro progressivo, e a sua abertura ao público.A quinta integra um magnífico jardim, constituído por árvores exóticas e vegetação abundante, que compõe um curioso percurso de características marcadamente cenográficas. Para este percurso, bem como para o imenso acervo iconográfico que compõe a profusa decoração de todo o palacete, anexos e jardins, pode apontar-se uma linha orientativa de cariz esotérico, conjugada com a simbólica nacionalista dos estilos arquitectónicos neo aqui utilizados. Assim se poderia entender o percurso dos jardins como viagem de teor iniciático, incluindo uma alameda ornada com estátuas de deuses clássicos, uma misteriosa gruta artificial abrigando um lago onde deveriam nadar brancos cisnes sob o olhar de uma mítica Leda, um terraço chamado das Quimeras, e ainda um bosque sombrio, cuja travessia apela a um silêncio introspectivo, proporcionando finalmente a visão da torre do palácio, com larga vista da serra. Particularmente impressionante, neste contexto, é o grande poço, conduzindo progressivamente o visitante até ao fundo, decorado com uma cruz templária e uma rosa-dos-ventos, através de uma descida espiralada; e ainda um túnel estreito, longo e escuro, que liga as profundezas da terra à visão de um terraço alteado e luminoso. A simbólica templária repete-se um pouco por toda a parte, na capela neo-manuelina e nas salas palacianas, que abrigam mobiliário feito por encomenda, tal como um imponente trono entalhado, sempre exibindo simbólica heráldica ou mitológica. A evocação da História de Portugal repete-se nos frisos com os reis portugueses, enquanto uma menção directa ao imaginário maçónico se poderá deduzir do tecto pintado da Sala das Virtudes, onde se encontram as personificações da Força, da Beleza e da Sabedoria. De facto, tem sido aventada a possibilidade de uma eventual filiação maçónica por parte de Carvalho Monteiro, de acordo com o espírito da época e com a inclinação intelectual de uma certa elite nacional. Aqui encontra localização privilegiada o espólio da colecção de artefactos maçónicos de Pisani Burnay, presentemente exposto no palácio da Regaleira.
Fonte IPAAR
terça-feira, 1 de abril de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
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